Norman Parkinson (1913-1990)

Numa carreira que atravessou sete décadas, Norman Parkinson fascinou o mundo com seu espírito inventivo e brilhante de fotógrafo de moda, injetando elegância e casualidade a suas imagens. Seus numerosos trabalhos para a  Vogue, Harpers Bazaar, Town & Country e outras revistas internacionais, lhe trouxeram reconhecimento mundial. Costumava dizer que um fotógrafo sem uma revista por trás, é como um fazendeiro sem campo. Seu estilo impulsivo e desestruturado mudou para sempre a abordagem estática, de fazer pose, da fotografia de moda. Por ser uma pessoa fascinante e excêntrica, encantou suas modelos, projetando uma imagem de sedução e glamour. Inovou ao levar produções para locações inusitadas, tais como Hawaí, Rússia, Índia, lugares considerados exóticos naquele tempo, além de levar modelos e objetos de cena para as ruas. Com mais de 1,80 de altura, Parkinson era incapaz de permanecer atrás das lentes sem ser notado, criando assim o personagem Parks, um fotógrafo de moda de bigodes, muito elegante, uma personalidade tão marcante quanto aqueles que posaram para ele, muitas vezes até mais bombástico. Com profissionalismo e modos excêntricos, tranquilizava as modelos que fotografava, fazendo com que as mesmas relaxassem e se desarmassem, resultando sempre num belíssimo trabalho. Norman se reinventou a cada década de sua carreira. Das espontâneas e revolucionarias imagens dos anos 30, passando pelos anos de guerra e pelos anos 60, chegando até as locações exóticas dos anos 70 e 80. Ao fim de sua vida, tornou-se um nome familiar, fotógrafo da família real. A reputação e o legado fotográfico de Parkinson só aumentaram nos anos que se seguiram à sua morte. Ele foi incluído em dezenas de exposições em todo o mundo e foi destaque em inúmeras publicações e livros, além de tema de uma grande retrospectiva na National Portrait Gallery, em Londres. Seu trabalho é considerado extremamente inovador até os dias de hoje, e sua influência permanece evidente no trabalho de muitos fotógrafos contemporâneos, por sua maneira única de dirigir as modelos e construir as cenas dos sets fotográficos. Ao transformar os editoriais de moda através do século XX, o trabalho de Norman Parkinson também serve como um registro histórico extremamente significativo e uma reflexão das mudanças sociais que moldaram nossa cultura moderna.

 

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