Martin Ogolter

Autor de capas famosas para CDs de Led Zeppelin, Bush e François K e para livros de Arthur Miller, Salman Rushdie, J. M. Coetzee e Thomas Mann, o fotógrafo, diretor de arte e designer austríaco Martin Ogolter conheceu o Rio de Janeiro em uma de suas viagens pelo mundo. Foi amor à primeira vista. Em 2003, quatro anos depois de sua primeira visita, mudou-se definitivamente para a cidade, onde produziu as fotografias que agora compõem a sua primeira exposição individual, batizada apenas com o seu nome. Na Pequena Galeria 18, em frente ao mar de Copacabana, mesmo bairro que o artista escolheu para viver, estarão expostos, a partir de 26 de maio, 17 trabalhos com imagens que remetem a memórias, reais ou imaginárias, criadas em torno ou a partir do sexo.
Reproduzidas em dois tamanhos (20x30cm e 55x75cm), e sempre em preto-e-branco, as fotografias foram feitas no segundo semestre de 2010 e retratam corpos, flores e paisagens, ligadas entre si pelo teor sexual que evocam: “São recortes de instantes, imagens difusas, cenas e coisas que olhamos e associamos a alguma experiência de origem sexual”, explica Martin. “Durante o sexo nossa atenção está dividida pelos sentidos. A memória que fica é fragmentada e imprecisa. Foi o que procurei captar”, completa.
Para os trabalhos desta série, Martin escolheu um papel fotográfico fosco, em que reforça a pouca nitidez que pretende transmitir nas imagens. Com esse mesmo objetivo, escolheu um passe-partout preto: “Os tons escuros se estendem além da fotografia e se fundem com a moldura, deixando indefinido onde a imagem começa e acaba”, detalha.

 

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