Rogerio Fasano

Em sua primeira mostra “NOITE”, ele traz 30 obras inéditas que expressam o seu olhar sobre o cotidiano noturno e inspirações que surgiram a partir da “solidão” da madrugada.
Fasano, que vive intensamente a noite em razão de sua rotina de restaurateur, passou a observar e a fotografar através do seu celular. Sua paixão pela arte é antiga: ele cursou cinema em Londres antes de assumir os negócios de sua família no Brasil.
Todas as obras possuem tamanho padrão de 62 x 62 cm e têm tiragem de sete cópias cada.

 

Curadoria Mario Cohen:

Tenho uma relação antiga com a fotografia e confesso que nunca consegui defini-la. Qual é seu traço diferencial com a comunidade de imagens?

Para mim ela é mais próxima da música que da pintura e, apesar das aparências, distante também do cinema pela sua relação com o tempo, se você espirrar no cinema perderá muitos fotogramas, o dono do tempo no filme é o filme, o dono do tempo frente a uma fotografia é você…

Não consigo classificar o motivo porque algumas me agradam, outras nem tanto.

É difícil enumerar o que faz me interessar por uma foto: desejar o objeto? A paisagem? O corpo? O espanto que me provoca?

A foto pode ser precisa em todas estas virtudes e não me emocionar.  Quero que ela seja como uma ferida que me faz olhar, pensar, sentir…

-A vidência do fotografo não está em “ver”, mas em “estar lá”-. (Josef Koudelka),
Lendo as fotos do Rogerio que me foram apresentadas de pouco a pouco, por mais de dois anos tive este sentimento – ele estava lá-, isto me motivou a provocá-lo e entre idas e vindas surgiu esta exposição.

Fazendo ainda uma citação (valida pela sua pertinência a este caso): a foto me toca se a retiro de seu blá-blá-blá costumeiro, técnica, arte, realidade, reportagem etc, etc, nada a dizer, fechar os olhos, deixar o detalhe remontar sozinho à consciência afetiva (Roland Barthes).

 

 

Texto de Philippe Patrick Starck:

Nous savions tous, les femmes, les hommes, que Rogerio Fasano était un animal puissant et sensuel, un mâle dominant : un minotaure.  Mais en fait, Rogerio Fasano est un cyclope, la même force, mais avec un œil, plus qu’un œil, un objectif.

Un objectif heureusement pas objectif. Et comme sur tous les grands objectifs, on peut monter des filtres, Rogerio n’en n’a choisi qu’un: celui qui ne laisse passer que la beauté de l’intelligence. Son ami photosensible.

 

*Clique na imagem para ampliá-la.

Voltar para Acervo/Artista