German Lorca e Mario Cohen
German e eu.

Meu querido German Lorca se foi…40 anos atrás, eu publicitário e ele fotógrafo de publicidade, conversávamos sobre um trabalho e das limitações que a publicidade e os clientes à época nos impunham, quando ele me perguntou: “você não prefere uma fotografia artística? Eu faço fotos artísticas”. Foi o dia em que nos conhecemos. Mais tarde, junto a Thomaz Farkas, Boris Kassoy e Rubens Fernandes, por 19 anos nos reuníamos mensalmente para fazermos a seleção da Coleção Pirelli/Masp de fotografia. Neste período passamos a nos ver e conversar com mais frequência, e durante as feiras de arte das quais a Galeria participou nos últimos anos, nossos encontros passaram a ser quase que diários, e raramente falávamos de “fotografias artísticas”! Tínhamos uma paixão em comum, o azeite de oliva…ele o espanhol, eu o italiano…prometi uma garrafa do pictual que iniciamos a colheita no sábado…vou guardar a garrafa dele, sabe-se lá se ele não vai passar para busca-la! German, um bom homem…quase ingênuo…um amigo que foi um grande fotógrafo artístico.

German Lorca

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Mario Cohen

Estudou comunicação na “New School ” em Nova York.

Nos anos 80 criou em São Paulo a Futura Propaganda. Na metade dos anos 90, foi convidado para dirigir a Central Globo de Comunicação da TV Globo, indo morar no Rio de Janeiro. Em 2002 volta para a iniciativa privada, cria a -18 18 Branding, one client at a time - que passa a ser responsável pela introdução e gestão da imagem da Tim no Brasil até 2010. Ocupou-se do Auditório Ibirapuera e de sua escola de musica, até 2015.

Ganhou prêmios, criou calendários, revistas, mostras de arte, aberturas de novelas para clientes como Pirelli, Benetton, Johnson & Johnson, VW, TV Globo e Tim. Foi responsável pela concepção e realização do Museu da Língua Portuguesa, da Coleção Pirelli/Masp de Fotografia, do Tim Festival....

A partir de 2015 decide concentrar-se naquilo que foi sempre seu maior desejo, aprender a olhar e a pensar a fotografia, para divulga-la com seriedade. É difícil estabelecer a fronteira das fotografias e dos fotógrafos que nos interessam, como é difícil catalogar uma imagem...não saberia definir qual é, mas quando a vejo sei que é ela. Não é importante a data, o assunto, a cor...nem mesmo o tamanho...é algo ligado ao prazer de ver, a curiosidade de olhar através dos olhos dos outros, descobrir coisas que vemos todos os dias sem nunca as termos visto.

A vida é um eterno movimento, como um filme. A fotografia "pára o tempo" segue igual até o fim. Diferentemente da pintura, ela mostrará sempre a verdade daquilo que está à frente da câmera, apesar de na maioria das vezes, ela ser uma mentira.

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